BC promete baixar juros do cheque especial – saiba mais sobre isso

Roberto Campos Neto é o presidente atual do Banco Central. Ele anunciou que estuda uma espécie de “reengenharia” do cheque especial. E isso deve afetar diretamente o bolso e a vida dos brasileiros. Até mesmo porque o cheque especial é o grande vilão dos envidados.

Conforme Neto, as mudanças que devem acontecer no cheque especial deverão ser apresentadas em breve. O que se pode considerar é que desde julho deste ano já houveram algumas mudanças, como no novo parcelamento das dívidas do cheque especial.

A opção está sendo usada até hoje e funciona para dívidas que superam os R$ 200. E, conforme a Febraban, que é a Federação dos Bancos, isso pode acentuar a migração do cheque especial para outras opções de empréstimos com menores taxas de juros.

Outra mudança que aconteceu recentemente tem a ver com a taxa de juros desse tipo de crédito. Em junho do ano passado, o valor era de 304,9% ao ano. Neste ano, o valor subiu para mais de 307%. E o BC quer diminuir esse valor o mais breve possível.

Mais difícil conseguir crédito?

Na mesma entrevista, Neto ainda falou, indiretamente, que conseguir crédito no país vai ser algo mais complicado do que acontece atualmente. Isso porque ele citou a necessidade de uma organização da recuperação de garantias.

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Logo, avaliou que no nosso país os processos de recuperação judicial demoram, na média, 4 anos. E isso precisa ser acelerado. Aí, uma ideia para tentar minimizar a questão é justamente se apoiar no Cadastro Positivo e também no Open Banking.

Essas são duas tecnologias que tem sido usada pelos bancos e pelas financeiras para cruzar dados de clientes e futuros clientes. É o que o diretor do BC chamou de “assimetria de informações”.

Para ele tanto o Cadastro como o Open vão melhorar muito essa questão de inadimplência e recuperação. Por outro lado, acontece o efeito colateral, que nos leva a crer que ficará mais difícil ser aprovado em pedidos de crédito. Exceto se você tiver uma ótima pontuação financeira.

Mutirão para renegociar dívidas

BC promete baixar juros do cheque especial – saiba mais sobre isso

Por fim, Neto ainda falou sobre a possibilidade de um mutirão que bancos e financeiras devem fazer ainda em 2019 com a finalidade de renegociar dívidas com os clientes. E a aposta está em cursos gratuitos de educação financeira.

“Os bancos vão abrir agências aos sábados e até mesmo em dias de semana após o horário convencional para renegociar as dívidas dos clientes. E também haverá incentivos com os cursos online de educação financeira”, frisou.

Com isso, Neto acabou falando ainda das fintechs, que são empresas de tecnologia voltadas para o mercado financeiro, que também proporcionam ao mercado o crédito. Essa é uma opção que pode ser mais interessante até mesmo do que o próprio cheque especial.

A insatisfação dos consumidores

Após a entrevista dada por Neto, muitos dos internautas se mostraram insatisfeitos com o que foi relato. Para alguns deles, como o caso do José Rebouças, o que acontece no país é um crime, já que bancos assumem papéis de agiota e o BC tem culpa por protege-los.

Veja mais comentários que foram feitos no jornal Estadão.

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