Será que comprar uma casa junto com amigos funciona?

Essa tendência começou na Grã-Bretanha na última década. A necessidade fez a ideia surgir quando muitos jovens viram cada vez mais distante o sonho de comprar uma casa.

Cada vez mais pessoas estão optando por uma solução um tanto diferente: comprar a casa em parceria com amigos. Isso mesmo, como se fosse uma sociedade de uma empresa.

Será que comprar uma casa junto com amigos funciona?

É um modelo que tem funcionado, mas tem seus riscos.

Na Grã-Betanha

Geralmente na Grã-Bretanha, as casas são bem grande, com seis ou sete quartos, jardins amplos, tanto na frente quanto nas costas das residências e evidentemente áreas de uso comuns, como salas e cozinhas.

Juntar recursos com outras pessoas permite a compra de uma casa em um local mais atraente, um imóvel mais valorizado, bem localizado, enfim, abre um leque de boas oportunidades que podem facilitar o dia-a-dia de muitas pessoas.

ANÚNCIO

No entanto, essas ideias não devem ser as únicas a serem analisadas durante o processo de compra de um imóvel.

A individualidade de cada pessoa, a intimidade do casal, o sossego do lar são fatores que serão, invariavelmente percebidos.

O conceito de “viver em grupo” fica muito evidente nesse caso.

Algumas pessoas comparam “dividir” uma grande casa com o convívio em um condomínio.

Ou seja, em um condomínio, a sua casa está inserida dentro de um conjunto de casas, em uma casa compartilhada, a sua suíte está inserida dentro de uma casa.

Há muita gente fazendo isso?

Na Grã-Bretanha sim. Houve um aumento de compras coletivas de imóveis por lá.

Em 2018, foi lançado uma “Hipoteca para quatro”, após uma pesquisa ter revelado que a maioria dos interessados contrataria uma hipoteca com duas ou mais pessoas para conseguir as chaves de uma propriedade.

Embora esse fenômeno tenha crescido muito, quando os “sócios” se aproximam de agentes imobiliários e comunicam o desejo pela compra compartilhada, esses ficam bastante surpresos.

Acreditam que esse tipo de compra é algo anormal.

Crédito e Riscos

Nem todos os credores oferecem hipotecas para os chamados “grupos”. Alguns limitam a hipoteca para, no máximo, duas pessoas.

Como todo investimento há riscos. Se um “associado” quiser seguir em frente, isso pode criar uma situação que obrigaria os demais sócios a seguirem a trajetória. Aí que surge o risco!

Caso um sócio não puder arcar com o pagamento, essa situação pode deparar com a possibilidade de desmanchar a chamada sociedade e o imóvel ter que ser colocado à venda.

Isso sem contar com a possibilidade de desentendimento entre os moradoras da residência.

Por outro lado, também há vantagens: como em qualquer sociedade há. Pra isso dar certo, todos os aspectos devem ser conversados e registrados.

Há a necessidade de se redigir um contrato e ser colocado todos os itens de convívio, direitos e responsabilidades.

ANÚNCIO