Especialista do SPC recomenda usar dinheiro do FGTS para pagar dívida

O SPC Brasil, junto com a CNDL, fez uma pesquisa e mostrou que uma boa parte dos brasieiros que possuem contas atrasadas tem valores abaixo dos R$ 500 para ser quitados. O que quer dizer, na opinião do órgão, que existe uma boa opção para usar o saque do FGTS para isso.

Isso porque o governo federal anunciou que vai liberar, ainda este ano, um valor de R$ 500, no máximo, para quem tem direito ao FGTS. O saque é para movimentar a economia. E o brasileiro beneficiado vai poder usar o dinheiro como quiser.

Especialista do SPC recomenda usar dinheiro do FGTS para pagar dívida

Assim, de todos envidados, 37% possuem dívidas de até R$ 500. O que tornaria possível quitar o débito integralmente e livrar o consumidor desse problema. Abaixo, a gente separou alguns dados da pesquisa e também a opinião do especialista.

Os dados da pesquisa

A pesquisa do SPC Brasil mostrou que 37% de todos envidados, que são maioria, tem contas menores do que R$ 500. Enquanto que a segunda maior parte, 20%, tem contas entre R$ 1 mil e R$ 2,5 mil.

Ainda assim, o especialista avalia que dá para usar o dinheiro do FGTS para amortizar a conta atrasada. “Mesmo para quem tem uma dívida maior do que os R$ 500, dá para abater no valor do débito. Isso contribui para uma renegociação com parcelas menores”.

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O comentário é de Roque Pellizaro Junior, que é o atualmente presidente do SPC. Ele também mostra outros dados da pesquisa. Por exemplo, as contas que mais tiveram aumento no atraso foram a de luz e água. Portanto, dá para considerar o pagamento delas, inicialmente.

Em seguida, vem as contas de serviços de comunicação, serviços básicos, serviços bancários e dá para pagar qualquer outro tipo de dívida, ele avalia.

As dívidas altas

Para Junior, uma boa ideia é trocar as dívidas que possuem juros altos por aquelas que possuem juros menores. Por exemplo, dá para pensar na troca de um empréstimo consignado pelo rotativo do cartão de crédito.

“A substituição da dívida por uma outra que cobra juros menores é uma opção a ser pensada”. E ele avalia assim, sem deixar de considerar que “contas de serviços básicos trazem transtornos à família”. Por isso, é preciso ter uma lista de prioridades.

E vale considerar que o número de idosos que tem dívidas atrasadas aumentou no mês da pesquisa que foi feita, em julho. O avanço foi de 7%. E a explicação, para o SPC, é devido ao alto custo que essa fase da vida tem, especialmente com questões relacionadas à saúde.

Já o número de jovens endividados caiu no mês, em 22% para quem tem entre 18 e 24 anos.

Onde encontrar a pesquisa

A pesquisa, como dito, foi pela pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). E teve o apoio da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Dessa forma, foram coletados dados de capitais e de cidades do interior, das 27 unidades de toda a federação.

O consumidor interessado em saber mais pode baixar o indicador e toda a série histórica no site do SPC Brasil.

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