Sebrae lista passos para ter uma empresa de importação de produtos

Atualmente, independente da cotação do dólar, os brasileiros sabem que comprar produtos de outros países pode ser muito mais barato do que comprar os nacionais. Por isso, muitos empreendedores cogitam a possibilidade de ter uma empresa de importação de produtos.

Mas, quase sempre, um dos percalços que surgem tem a ver com a burocracia das leis brasileiras e das regras que existem. Assim sendo, o Sebrae criou uma lista com um passo a passo para quem está pensando nisso. Inclusive, há dicas até de precificação do produto.

Além do mais, o Sebrae informa que “os passos são relacionados a importações que ultrapassam o valor de 3 mil dólares”. Continue lendo para ver todas as dicas que são divulgadas por essa instituição que preza pelo pequeno e médio empreendedor.

Uma empresa legalizada

A primeira coisa que o Sebrae cita é sobre ter uma empresa legalizada, isto é, dentro das leis. “É preciso que o CNPJ da empresa esteja em situação regular com a Receita Federal e que tenha no objeto social a atividade de importação e exportação”.

Portanto, só assim vai dar para começar um negócio de importação de produtos e transações internacionais.

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A habilitação no RADAR

A próximo passo é considerar que existe o Sistema Integrado de Comércio Exterior, chamado de Siscomex. Essa é uma ferramenta que permite ao governo ter controle de todo comércio exterior brasileiro. A ideia dela é facilitar o fluxo único de informações.

Assim sendo, é uma forma mais centralizada e mais regular de estar inscrito como importador de produtos. Logo, isso envolve o câmbio também, o que acaba por permitir um melhor controle das etapas de importação e exportação.

Com o CNPJ aberto, ativo e regular, o empreendedor deve ir até a Receita Federal para providenciar o seu Siscomex, que também é integrado ao RADAR. Inclusive, o Sebrae tem um vídeo onde explica como fazer isso. Outra ideia é contratar um despachante aduaneiro.

Os fornecedores estrangeiros

Após isso, o próximo passo para ter uma empresa de importação de produtos é pensar nos fornecedores. Afinal de contas, podemos falar de importação de produtos da China ou dos Estados Unidos, além de muitos outros.

A dica é levantar os dados antes de fechar o negócio.

O pedido da Nomenclatura Comum do Mercosul

O NCM é importante para quem quer solicitar aos fornecedores a cotação do produto e informações sobre pedidos mínimos de entrega. Essa nomenclatura tem 8 dígitos e fica na Fatura Comercial, que é como uma nota fiscal para produtos importados.

Tanto o Siscomex como a Receita possuem simuladores para saber a tributação das importações. Por lá, você também pode saber sobre os valores de frete, seguros, taxas. Mas, para isso é preciso ter o NCM.

Uma planilha de custos

Esse é um item que vem da administração e que é fundamental para quem quer abrir um negócio nesse tipo. A planilha de custos é o que vai permitir ao empreendedor saber se é viável a abertura da empresa assim como a compra de determinados produtos.

empresa de importação de produtos

Aqui fala-se muito em FOB, o Free on Board, que nada mais é do que um livre a bordo. Ou seja, algo como saber o preço do produto antes de embarcar. Na sua planilha devem estar os principais custos que você terá.

Entre eles, frete internacional, seguro de transporte internacional, imposto de importação, sobre produtos industrializados, PIS, Cofins, despesas com bancos, taxas de portos, taxas de armazenamento, ICMS, despachante, frete interno.

A fábrica do fornecedor

Esse é um ponto que costuma ficar de lado, mas que o Sebrae também considera como sendo importante. Para que se tenha uma segurança sobre o produto que está sendo importado, a dica é fazer uma inspeção na fábrica do fornecedor.

Como fazer isso? Analisando certificados, normas de segurança, condições de máquinas, investimentos, etc. Assim, você vai saber se aquele é o seu fornecedor ideal.

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O INCONTERMS

A sigla vem de algo que pode ser visto como um documento que formaliza o preço praticado na operação da importação. No documento também devem estar informações importantes, como modo de pagamento e o prazo de entrega dos produtos.

A dica é guardar tal documento por um bom tempo, já que a qualquer momento a Secretaria de Comércio Exterior pode cobrar tal informação.

O Licenciamento de Importação

Mais uma burocracia que temos é o licenciamento de importação. Mas, saiba que ele não é obrigatório. Ainda assim, pode ser exigido com base no tipo de produto que você está comprando.

Portanto, todo mundo que quer abrir uma nova empresa de importação de produtos tem que conhecer tal documento. Ele é emitido pelo órgão brasileiro que vai analisar o produto. Para saber mais sobre esse licenciamento, o ideal é acessar a página do MDIC.

Os documentos para liberar a mercadoria

O último passo citado pelo Sebrae que você deve conhecer é sobre os documentos que são exigidos para liberar as mercadorias na alfândega brasileira. Eles podem variar conforme o tipo de produto que está sendo comprado e o exportador competente também.

Os mais comuns são: conhecimento de embarque, fatura comercial, certificado de origem e o fitossanitário.

Se você ficou com alguma dúvida, saiba que pode ver o conteúdo completo na página do Sebrae. Além do mais, por lá você encontra outras informações sobre a abertura de um negócio que vai importar produtos para serem revendidos.

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