Saiba como usar o FGTS para investir em um negócio online

Atualmente, o mercado nacional e as medidas do governo possibilitaram que as pessoas conseguissem investir no próprio negócio com pouco dinheiro. Sendo assim, dá usar o FGTS para investir em um negócio online sem precisar ter um mundo de dinheiro para começar.

Mas, como fazer isso? A primeira coisa é tomar cuidado com as finanças (que inclui capital de giro, entre outros assuntos). Depois, a gente também precisa considerar o tipo de negócio e algumas ideias lucrativas. Tudo isso está nas próximas linhas. Leia.

O cuidado com as finanças

O Sebrae é uma instituição que tem ajudado milhares de micro e pequenos negócios em todo o país, especialmente em São Paulo. A ideia é fornecer informações sobre mercados, guias e passo a passos sobre como abrir o próprio negócio – e mantê-lo funcionando.

Recentemente, ela lançou um estudo “Por que as empresas fecham”. E nessa pesquisa foram divulgadas informações bem relevantes sobre o mercado do empreendedorismo no Brasil. Por exemplo, saiba que 38% das empresas fechadas em menos de 5 anos.

Mas, a pergunta que se faz é: por que elas fecham nesse curto período de tempo? Basicamente, elas alegaram que não sabiam qual era o capital de giro necessário para abrir o negócio. Então, se há um cuidado para se ter é com as finanças.

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Usando o FGTS para empreender…

E como esse artigo é para falar sobre como usar o FGTS para investir em um negócio online, então, vamos falar das finanças antes de chegarmos aos negócios online propriamente ditos, combinado? Luciana Ikedo é especialista em finanças e comenta sobre isso.

Para ela, quando a gente pensa nos recursos do FGTS, que muitas vezes acumulados por toda a vida, é preciso ter uma expectativa sobre o custo de vida no período inicial do negócio. Obviamente, muita gente comete o erro de misturar as finanças (pessoais e da empresa).

“Também é importante manter os recursos destinados ao fluxo de caixa investidos em fundos de investimentos (chamados de DI) ou em CDBs com liquidez diária. Isso traz melhores rendimentos para o dinheiro enquanto ele não estiver sendo utilizado”.

Além do mais, ela complementa dizendo que essas opções de ativo permitem que o empreendedor mantenha os recursos disponíveis e líquidos. Tanto o DI como o CDB são como a poupança, só que rendem mais.

A possibilidade de fazer empréstimos…

A opinião da especialista também é favorável a pedir empréstimos quando o empreendedor não possui a totalidade dos recursos necessários para o novo negócio. No entanto, ela traz o alerta sobre conhecer os valores e as taxas.

“Considerando inclusive o capital de giro e a necessidade deste empreendedor para manutenção do curso de vida dele enquanto o empreendimento não for rentável”, ela conta. Assim sendo, na visão dela, ele deve recorrer ao mercado financeiro.

“Desta forma, o empreendimento estará mais bem preparado para o período inicial de sua empresa, que costuma ser o período mais difícil”, diz ela.

O gasto com os fornecedores…

Um último ponto importante na área de finanças, antes de falarmos exatamente sobre usar o FGTS para investir em um negócio online é considerar a busca pelos fornecedores. E quem comenta isso é o especialista em comércio eletrônico, Alfredo Soares.

Para ele, é preciso entender um pouco até a entrega do produto, também. E sem falar ainda na questão da divulgação da marca e da loja. “Não pensar em vender pela internet, mas sim utilizá-la como meio para isso”. Se você não entendeu, ele explica em detalhes:

“Na hora de montar uma oferta, vá além de preço ou produto. Tente encontrar o intangível: qual problema do meu cliente estou resolvendo e se o meu empreendimento tem um propósito. Tenha isso em mente e traduza para seu negócio”.

Usando o FGTS para investir em um negócio online

Agora sim, para falar do ponto principal deste conteúdo, vamos pensar nos negócios online como forma de usar o dinheiro do FGTS para investir na própria empresa.

Afinal, o assunto está em alta no mundo do empreendedorismo. A gente tem ouvido falar muito das lojas virtuais, lojas online e e-commerce, que servem para o mesmo fim, apesar de terem condições e características diferentes.

A XTECH Commerce fez um estudo e mostrou que 31% dos brasileiros gastaram de R$ 100 a R$ 500 para abrir uma loja virtual em 2018. Além disso, os segmentos mais buscados pelos novos empreendedores foram:

  • Moda e Acessórios (20%),
  • Cosmético e Perfumaria (9%) e
  • Casa e Decoração (8%).

Um dos exemplos vem do empreendedor Leonardo Almeida, que abriu o e-commerce Loja Tip. Ela é totalmente focada em produtos nerds, atualmente chamado de geeks. Assim sendo, ele faz a venda de produtos colecionáveis.

E ele usou o seu dinheiro do FGTS para investir em um negócio online, sendo que fez isso quando perdeu o emprego, tornando-se um empreendedor virtual. Como o investimento para abrir uma loja virtual é baixo, juntou suas economias e começou a vender online.

As facilidades em ter uma loja virtual

Dessa forma, juntando a opinião do especialista com a história do Leonardo, a gente vê que abrir uma loja virtual hoje em dia é um processo rápido e prático. Sendo assim, não são necessários altos investimentos iniciais.

Por exemplo, dá para começar em uma plataforma gratuita. A partir disso, o lojista pode migrar para um plano que ofereça mais recursos – conforme for tendo lucro nas vendas. Além disso, dá para começar a vender online utilizando um estoque em casa e sem funcionários.

FGTS para investir em um negócio online

Alfredo Soares é da Xtech Commerce e diz que “cerca de 45% dos empreendedores digitais no Brasil trabalham e comandam sua loja sozinhos. A dica para quem quer investir o FGTS nessa área é ter foco, estudar seu nicho e ter uma estratégia de divulgação bem definida”.

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