Entenda a Lei do Desmanche e o Seguro Auto Popular

A Lei do Desmanche vai beneficiar o Seguro Auto Popular que, por sua vez, promete beneficiar o segurado com o uso de peças usadas. Isso deixa o seguro mais barato, mas será que vale a pena?

Vamos explicar cada um desses termos e como tudo vai funcionar. No final do artigo, a resposta sobre essa pergunta virá de você próprio, leitor.

A Lei do Desmanche

Tudo deve-se à lei 12.977/14, que regulamenta que os desmontes possam fazer negócios legais com as peças usadas dos carros. Até 2014, o desmonte e a revenda de peças de carros eram ilegais.

A Lei começou a valer em São Paulo e passou a possibilitar a venda de peças usadas. Logo, as empresas do ramos se regularizaram, alguns empresários reclamaram e as seguradoras viram nisso uma nova oportunidade.

Seguro Auto Popular

O Seguro Auto Popular é uma forma de o seguro dar coberturas especificas aos segurados de veículos, a partir do fornecimento de peças usadas (desses desmanches legalizados).

No entanto, é preciso notar que essas coberturas, por serem mais baratas, podem significar também o corte de algumas proteções como incêndio, danos a terceiros ou a indenização integral.

Referente a Lei do Desmanche, ela vai possibilitar o barateamento maior do seguro popular e carros, permitindo o uso de peças usadas, restauradas e recicladas no conserto dos veículos que participaram dos sinistros.

Se isso barateia o conserto, as empresas terão menos gastos, o que beneficia também o consumidor.

Entenda a Lei do Desmanche e o Seguro Auto Popular

Reprodução: Google

Regras para participar do Seguro Auto Popular

No entanto, na hora de contratar o Seguro Auto Popular, o cliente precisa se atentar à alguns detalhes.

Fizemos uma garimpagem com as melhores informações sobre esse tipo de seguro, que completa 3 anos em 2017.

“A regulamentação do seguro popular não limita o tipo de segurado, mas as seguradoras vão oferecer para veículos com mais de 5 anos, quando todos os componentes de carro perderem a garantia”, afirma João Francisco Borges da Costa, presidente da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais).

O especialista comenta que para os donos de carros zero, o seguro não é uma boa opção porque vai fazer o segurado perder a sua garantia do veículo novo.

A maior diferença é realmente quanto às peças. “São peças de veículos segurados, provenientes de sinistros em que a empresa indeniza totalmente o cliente e fica com o bem recuperado”, aponta Sérgio Barros, diretor de Produtos Automóvel do Grupo BB Mapfre.

Conforme o artigo 6 da resolução, “não poderão ser destinadas à reposição, independente do estado em que se encontrem, os itens de segurança”.

Assim sendo, o artigo considera como itens de segurança os seguintes componentes:

  • Sistemas de freios,
  • Sistema de controle de estabilidade,
  • Peças de suspensão,
  • Sistema de Air Bags,
  • Cintos de Segurança,
  • Sistema de Direção,
  • Vidros de Segurança com número de Chassi.

Além disso, outras peças como o bloco do motor, faróis, condensador de ar e para-choques devem ser etiquetados com um padrão de etiquetas e um número de série controlado pelo Detran de cada estado.

Para saber se esse tipo de seguro vale ou não a pena, o ideal é contar com o seu corretor de seguros.

Com informações da Bidu e noticiasautomotivas