Veja por que investir no Tesouro Direto com os juros baixos

A cada mês que passa, o governo anuncia uma queda na taxa de juros da economia, a Selic. Esses cortes têm sido frequentes no governo atual do país. E entre tantos resultados, uma dúvida que fica é sobre os investimentos no Tesouro Direto com os juros baixos.

Será que isso vale a pena? Afinal, o Tesouro é uma das opções mais seguras do país – porém, não tem os melhores rendimentos. Por outro lado, acaba sendo mais atrativa do que a poupança e os fundos DI mesmo com a Selic baixa.

Para quem não sabe, a última atualização monetária mostrou que um dos títulos que segue a Selic, que é o Tesouro Selic 2025 pagava a Selic (4,25%) e mais 0,02%. Isso é bem acima da poupança, que estava pagando 3,29% ao ano.

Sair ou ficar no Tesouro?

Além disso, todo especialista concorda em dizer que o investidor que quiser melhor rendimento terá que migrar do Tesouro para a renda variável. Mas, com a queda da bolsa de valores, isso não parece ser nada confortável nesses últimos dias.

Ainda assim, todos eles também concordam em dizer que uma parte da sua carteira de investimentos deve se manter em títulos públicos. O motivo? Existem vários tipos de opções para cada momento, como o Tesouro Selic, o Prefixado e o IPCA+.

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Abaixo, separamos algumas ótimas opções que respondem à pergunta sobre os motivos que se tem para investir no Tesouro Direto com os juros baixos. Continue lendo e não mude o seu ativo antes de ler o texto integralmente.

O Tesouro para a reserva

Atualmente, a gente usa as aplicações financeiras mais conservadoras para guardar o dinheiro da reserva de emergências. Aliás, isso é bem inteligente de ser feito, é verdade. Logo, considere que esse dinheiro tem que estar aqui porque não pode correr riscos de perda.

Mais do que isso, o ideal é que ele tenha alta liquidez. Isto é, o investidor pode precisar dele a qualquer momento e não poderá deixa-lo preso lá. Então, para a reserva financeira temos que ter um investimento seguro e com alta liquidez.

Sendo assim, uma boa ideia é o Tesouro Selic. E a gente buscou as explicações de Bernardo Pascowitch para falar disso. “A queda da Selic afeta os componentes prefixados. Assim, o Tesouro Selic rende menos, porém é o único onde a pessoa pode sacar a qualquer momento”.

O Tesouro para o médio prazo

Mas, agora o jogo muda porque estamos pensando no médio prazo. Então, Tesouro Direto com os juros baixos também pode dar certo nesse caso, mas em outro título. Alexandre Amorim é quem explica isso.

Ele diz que os papéis atrelados à inflação dão mais competitividade. Logo, o Tesouro IPCA+ estava pagando inflação mais uma taxa que ia até 3,44% ao ano, no caso do 2055. O Prefixado pagava até 6,6% ao ano para vencimento em 2031.

Assim sendo, os papéis atrelado à inflação era uma melhor opção por que a inflação estava na casa dos 4,2%.

E a opção dos juros semestrais?

Para quem já ouviu falar dos juros semestrais, saiba que os títulos indexados ao IPCA podem ter essa opção, que é paga a cada 6 meses. No entanto, ela tem um rendimento que é proporcionalmente menor justamente porque o dinheiro que vem do lucro não é reinvestido.

Mas, mesmo que você pense o contrário, saiba que os especialistas dizem que o título com juros semestrais pode ser mais vantajoso, especialmente quando a gente fala de uma queda na taxa da Selic.

“O brasileiro tem uma experiência melhor com o investimento quando vê um rendimento entrando na conta”, diz Pascowitch.

Veja como comprar títulos do Tesouro pela corretora

Cuidado: o ganho no Tesouro é garantido apenas no vencimento

Para terminar esse conteúdo sobre o Tesouro Direto com os juros baixos é importante você saber que os ganhos só são garantidos no vencimento, especialmente nessa opção dos juros semestrais. Exceto no caso do Tesouro Selic, que serve para a reserva de emergência, né.

Então, para não correr riscos e evitar perda, recomenda-se que o investidor só faça os saques após o vencimento do Tesouro. E isso é importante de ser dito porque em época de crises muita gente acaba fazendo um resgate antecipado – o que pode significar a perda.

Pensando nisso, buscamos algumas opiniões de especialistas que falam sobre o assunto. Leia.

A opinião dos especialistas

Andreia Fernanda – “O investidor que não conhece o funcionamento do mercado pode acabar vendendo o título a um preço menor do que comprou, exatamente por conta do movimento econômico que pode estar acontecendo”.

Filipe Villegas – “A gente recomenda que o investidor case o objetivo dele com o vencimento do título porque assim garante que vai ter o retorno que foi acordado no início”.

investir no Tesouro Direto com os juros baixos

Mas, e quem precisa fazer o resgate?

Para finalizar, e supondo que você tenha mesmo que fazer o resgate do seu título, a dica é ter cautela e estudar o seu saldo. Só assim você vai saber se perdeu ou ganhou, diz Andreia. “Se você teve um ganho, vá em frente, venda e volte ao investimento quando puder”.

Porém, se o seu saldo for negativo, a instrução é outra. “Avalie quanto tempo você pode esperar até resgatar o dinheiro”, ela comenta. Inclusive, ela diz que em questão de dias tudo pode mudar. Portanto, é sempre ideal consultar o título no extrato consolidado.

Sem se esquecer que o Tesouro Selic é o único que pode ser resgatado a qualquer hora que não vai representar perdas financeiras ao investidor.

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